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Disc. Metodologia -Ativ.1ª semana AEE/UFC – Texto “O modelo dos modelos” Italo Calvino

professora sentada com alunos especiaisAssim como o “senhor Palomar” do texto de Ítalo Calvino, o professor do AEE realizará também uma metódica análise, que envolve várias etapas para conseguir chegar a um ponto em que possa projetar um planejamento de atividades para o aluno ingressante. Do mesmo modo que o “senhor Palomar” podemos prever modificações e/ou alterações nos planos conforme o desenvolvimento das atividades e as observações desse período.

Sabemos que os alunos, por mais que apresentam o mesmo diagnóstico médico, são crianças únicas, individuais, com características próprias e precisam ter esse olhar atento e observador do professor do AEE. Nem sempre uma atividade projetada para um aluno, poderá ter os mesmos resultados quando utilizados com outro aluno.
Bem falei em diagnóstico médico, mas nem sempre temos essa possibilidade de saber por onde começar, o que ler, então o que fazer? A partir das observações das atitudes do aluno e de seu envolvimento com determinadas atividades, vamos organizando um rumo para nossas ações e trabalhando dentro das potencialidades do aluno.

Igualmente ao “senhor Palomar” fomos orientados a trabalhar dentro de um modelo e precisamos muitas vezes abdicar desses modelos e nos concentrarmos no sujeito, único e que esta em nossa frente precisando de auxílio em sua aprendizagem. Pois esse realmente será o nosso foco, o pedagógico, auxiliando o aluno em seu processo de aprendizagem, dentro das possibilidades que ele nos acena em que é capaz de realizar sem ajuda e do que é adequado de realizar com algum tipo de subsídio.
Cabe ao professor do AEE estar sempre atualizado, apropriando-se de informações referentes a Educação Especial, auxiliar o aluno que ali frequenta da melhor forma possível dentro de suas possibilidades e realizando as parcerias necessárias para que seu trabalho tenha sucesso junto a melhoria da aprendizagem do aluno.

 
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Publicado por em 29/06/2014 em Uncategorized

 

Disciplina TGD – Atividade com recursos de baixa tecnologia

1. Título da atividade – Rotina semanal na sala AEE
2. Público – Alunos com TEA, em fase inicial de alfabetização.
3. Local de utilização – Sala AEE
4. Tempo previsto – diariamente que o aluno frequentar a sala
5. Representação visual do recurso utilizado
Proposta de Rotina semanal visual para organizar com o aluno

calendario para alunos autistas

Programa Scala e suas imagens

programa scala/ufrgs

6. Fazer uma descrição da atividade;

• A atividade ira acontecer em etapas, conforme o envolvimento e interesse do aluno – inicialmente com material concreto e depois no computador ou tablet (conforme a disponibilidade) com o programa Scala (scala.ufrgs.br/);
• Inicialmente o aluno irá explorar as figuras expostas pela professora encima da mesa. As imagens terão relação com várias atividades que poderão ser realizadas na sala de AEE. Para seguir um padrão de entendimento do aluno, tanto no uso concreto quanto no computador, as imagens utilizadas serão as mesmas do programa Scala. Todas as imagens terão sua descrição abaixo.
• Em todos os momentos a professora do AEE tem a possibilidade de observar o aluno, seus gestos, gostos, descontentamentos e possíveis formas de comunicação;
• A professora pode realizar várias testagens, mostrando ao aluno a imagem e a ação a ser realizada, sempre seguida pela verbalização da mesma pela professora. É um exercício que inicialmente vai exigir mais tempo e persistência;
• Após do momento inicial a professora propõe uma atividade na sala do AEE e mostra a imagem. A mesma imagem pode já estar no calendário, ou convidar o aluno a coloca-la no calendário.
• Logo que o aluno estiver familiarizado com as atividades e imagens, pode-se propor a construção de um calendário de antecipação, onde o aluno saiba o que vai acontecer naquele dia e posteriormente desloca a imagem para outro quadro, depois de realizar a atividade.
• Depois que o processo inicial estiver concretizado, o que pode levar mais ou menos tempo, dependendo do aluno, podemos apresentar o programa Scala. Em um primeiro momento deixar que o aluno explore livremente o espaço das imagens. Espera-se que as familiaridades com as imagens já utilizadas aproximem o aluno do material. O processo prossegue com a organização da rotina do dia na sala. Essa atividade pode ser produzida sempre ao final dos trabalhos, ou como forma de antecipação na Sala de AEE. Para essa fase utilizaremos a opção Prancha dentro do programa, a qual permite uma organização espacial adequada.

7. Indicar quais intervenções o professor do AEE poderá realizar para efetivar o desenvolvimento do aluno, com a atividade que você selecionou.

• Durante a exploração das imagens a professora pode pegar algumas imagens, dizer o nome, apontar ou realizar a ação;
• Observar o antes, o durante e o depois de cada intervenção dela, como o aluno reage, qual o tempo de resposta;
• Na exploração do programa Scala, no computador ou tablete, a professora precisará orientar o aluno onde encontrar as imagens, até que o mesmo tenha condições de fazê-lo sozinho;

 

 
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Publicado por em 08/06/2014 em Uncategorized

 

Atividade AEE/UFC – SURDOCEGUEIRA e DMU

Clique no link para abrir o Informativo:

Surdocegueira e Deficiência Múltipla

 
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Publicado por em 29/04/2014 em Uncategorized

 

AEE/UFC – Atividade BLOG – 2ª semana

Educação de  Pessoas com Surdez

Andréa De Carli

 Historicamente os enfoques educativos empregados na educação de surdos foram: a oralista, a comunicação total e o bilinguismo. Durante um longo período o oralismo era a metodologia encontrada por muitos pesquisadores, sob diversas alegações e apoiados em pesquisas anteriores, para obter as finalidades educacionais a que se direcionavam, implicando educacionalmente em deficiências e insucessos na aprendizagem e na convivência com as demais pessoas. Essa proposta não consentia no uso de gestos.

As escolas comuns ou especiais, pautadas no oralismo visaram à capacitação da pessoa com surdez para a utilização da língua da comunidade ouvinte na modalidade oral, como única possibilidade linguística o uso da voz e da leitura labial, tanto na vida social, como na escola. As propostas educacionais, baseadas no oralismo, não conseguiram atingir resultados satisfatórios, porque, normalizaram as diferenças, não aceitando a língua de sinais dessas pessoas e centrando os processos educacionais na visão da reabilitação e naturalização biológica (ALVEZ, 2010, p.7)

De acordo com Campos (2011, p.31) “a oralização, um método difundido por Alexander Bell, veio encapsular os surdos no modelo do ouvintismo, ou seja, de acordo com as regras da “normalidade””. Com uma perspectiva educacional mais abrangente, a comunicação total, surge entre muitos pesquisadores, empregando inúmeros meios disponíveis para a comunicação: “(…) a linguagem gestual visual, os textos orais, os textos escritos e as interações sociais” (DAMÁZIO, 2007, p.19). Ainda que esta abordagem na educação dos surdos apresente inúmeras alternativas e estratégias, não apresenta condições apropriadas para uma aprendizagem significativa e adequadas às necessidades dos alunos surdos.

(…) a ideia dessa filosofia é de que os surdos consigam se encaixar no modelo do ouvintismo, criando assim uma política de assimilação em que os professores utilizam a língua de sinais como ferramenta para o aprendizado da língua oficial do país, a língua portuguesa, destacando o desenvolvimento da escrita e da leitura e desvalorizando a riqueza e o valor linguístico e cultural dos surdos (CAMPOS, 2011, p.31).

As inúmeras especificidades dos dois enfoques não consideram a língua natural como importante no processo de aprendizagem e levam a prejuízos importantes em várias áreas do desenvolvimento. Os dois enfoques, oralista e da comunicação total, negam a língua natural das pessoas com surdez e provocam perdas consideráveis nos aspectos cognitivos, sócioafetivos, lingüísticos, político culturais e na aprendizagem desses alunos (DAMÁZIO, 2007, p.19).

Emerge nesse contexto político cultural de discussões, “tirando o foco do confronto do uso desta ou daquela língua”, uma proposta educacional que propõe o trabalho pedagógico simultâneo entre a língua de sinais e com a língua portuguesa, o bilinguismo.

Na perspectiva inclusiva da educação de pessoas com surdez, o bilinguismo que se propõe é aquele que destaca a liberdade de o aluno se expressar em uma ou em outra língua e de participar de um ambiente escolar que desafie seu pensamento e exercite sua capacidade perceptivo-cognitiva, suas habilidades para atuar e interagir em um mundo social que é de todos, considerando o contraditório, o ambíguo, as diferenças entre as pessoas (ALVEZ, 2010, p.9)

Embora estudos e pesquisas estejam sendo realizados recentemente nessa área e muitos apresentarem informações confusas a respeito, a proposição de trabalho é regulada em propostas pedagógicas que buscam suprimir obstáculos e proporcionar ao aluno surdo o desenvolvimento de suas potencialidades.

É necessário reinventar as formas de conceber a escola e suas práticas pedagógicas, rompendo com os modos lineares do pensar e agir no que se refere à escolarização. O paradigma inclusivo não se coaduna com concepções que dicotomizam as pessoas com ou sem deficiência, pois os seres humanos se igualam na diferença, refletida nas relações, experiências e interações.

A abordagem bilíngue busca seu espaço de legitimação para que aluno possa exercitar seus direitos e participar do espaço escolar sendo provocado e tendo possibilidade de exercer suas habilidades. Para que essa situação ideal venha a fazer parte do ambiente escolar, serão imprescindíveis mudanças de paradigmas que obstruem e desarticulam a compreensão da aprendizagem fugindo da educação inclusiva.

Referências

ALVEZ, Carla Barbosa. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: abordagem bilíngue na escolarização de pessoas com surdez / Carla Barbosa Alvez, Josimário de Paula Ferreira, Mirlene Macedo Damázio. – Brasília: Ministério daEducação, Secretaria de Educação Especial; [Fortaleza]: Universidade Federal do Ceará, 2010.

CAMPOS, Mariana de Lima Isaac Leandro. Educação Inclusiva para surdos e as políticas vigentes. In: GÓES, Alexandre Morand et. al. Língua brasileira de sinais – Libras – uma introdução. Coleção UAB−UFSCar. UAB-UFSCar: São Carlos / SP, 2011.

DAMÁZIO, Milene Ferreira Macedo. Atendimento Educacional Especializado – Pessoa com Surdez: Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado. SEESP / SEED / MEC
Brasília/DF – 2007. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_da.pdf.

 
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Publicado por em 11/03/2014 em Uncategorized

 

AEE/UFC – Atividade 3: BLOG – Descrição e Audiodescrição

“A audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídos da experiência audiovisual e cênica.” (http://audiodescricao.com.br/ad/)

Encontrei no Blog Ver com as Palavras, o livro Audiodescrição: Transformando Imagens em Palavras.

Capa do livro - Audiodescrição: Transformando Imagens em Palavras

Livro: Audiodescrição: Transformando Imagens em Palavras

No blog a capa do livro tem a seguinte descrição:”A capa, criada por Aracy Bernardes, nas cores ocre, vinho e marron, é ilustrada por metade de um rosto, três imagens sobrepostas desfocadas de personagens em cena, do meio para o lado esquerdo superior. Um fluxo de letras sai da boca da pessoa sobre fotos descoloridas de praia e flor na parte inferior. O título e os nomes dos organizadores estão escritos com letras pretas sobre fundo ocre na parte superior e inferior da capa.”

Proposta de atividade:

– Inicialmente poderíamos conversar com os alunos sobre o tema – Audiodescrição – se já ouviram falar, se sabem o que significa e depois de ouvi-los trazer alguns conceitos trabalhados em blogs e sites oficiais para que os alunos tenham noção da dimensão do trabalho de audiodescrição.

– Depois desse momento vamos propor uma atividade onde os alunos podem tentar realizar uma descrição para a capa do livro, em duipas. Cada dupla será ouvida e ao final lemos a versão da autora e se alguma dupla se aproximou da possibilidade descritiva proposta.

– Após apresentamos aos alunos dois Videos – Histórias curtas com audiodescrição. Propomos uma discussão entre os alunos sobre que pontos se aproximam as descrições e um vídeo e no outro. Qual proporcionou melhor visualização do filme que estava sendo apresentado?

1- X-Coração – Audiodescrição Mil Palavras.

2- A Princesa e o Violinista – Audiodescrição Mil Palavras

 
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Publicado por em 15/11/2013 em Uncategorized

 

AEE/UFC – 4ª Atividade: Blog

Caros colegas de curso

icone_poisson_rouge

Como gosto de trabalhar com tecnologias, gostaria de apresentar a vocês o site Poissonrouge, para exploração da atividade dessa semana. Cada uma das imagens apresentadas na página de abertura e desse site remete a uma possibilidade de interagir com recursos tecnológicos. Os jogos no site apesar de estarem na língua inglesa, são intuitivos, ou seja, permitem a exploração total sem conhecimento da língua. o site explora a percepção visual e auditiva em todas as opções.

Orientação Inicial: Inicialmente o professor deve apresentar o site e deixar a criança explorá-lo por algum tempo determinado conforme seu interesse. Depois a professora, conforme o objetivo traçado para o aluno naquele dia deve escolher a atividade que será prioridade e combinar com o aluno que ao final ele pode retomar e escolher qual ele quer jogar.

Esse site requer que o professor do AEE faça uma exploração detalhada e inicial para que possa melhor aproveitar as possibilidades de interação. A partir da interação no site podemos trabalhar:

– números
– adição, subtração, multiplicação, divisão
– cores e formas
– coordenação motora (saber utilizar o mouse, clicar em uma figura para produzir um efeito, arrastar figuras, etc.)
– movimento –  expressão corporal e facial
– horas
– formas geométricas e tamanhos
– sons
– semelhanças e diferenças
– animais
– letras
– criatividade
– produção de texto

Sugestão com uma das atividades:

concentration

 

 

 

Tela inicial da atividade Concentration

 

 

 

 

 

concentracao

Clicando em qualquer uma das telas acima o jogo direciona para esta tela ao lado, onde é possível trabalhar as cores, atenção, concentração, semelhanças e diferenças. Conforme o tempo da criança o professor poderá sugerir a finalização total da tarefa ou pode permitir que ela troque de gravura. Nesse jogo a criança encontra e arrasta as imagens que são iguais, uma a uma. Quando a criança acerta a posição o jogo emite um pequeno som.

 

 

Aproveite e explore outros sites e deixe por aqui um comentário da atividade que utilizou.

 
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Publicado por em 20/10/2013 em Sugestão de Sites

 

AEE/UFC – Atividade 5ª semana – Recurso TA

Mouse “bola” (BigTrack Trackball) – Mouse especial com esfera gigante de 7 cm de diâmetro, que possibilita o movimento do cursor na tela exigindo menor necessidade de controle motor fino por parte do usuário.

Características:
2 botões grandes que simulam as teclas esquerda e direita do mouse convencional
2 entradas para acionadores, para executar as funções das teclas direita e esquerda do mouse.

Também conhecido por trackball parece com um mouse de cabeça para baixo. A esfera, que fica embaixo do mouse convencional, no trackball fica na parte superior de seu corpo, permitindo que a movimentação do cursor seja feita pelo movimento dos dedos do usuário diretamente sobre a esfera. Teclas próximas à esfera promovem as funções típicas do mouse comum. Pode estar associado a uma colméia de acrílico para aumentar a sua funcionalidade.

Fonte:
http://www.clik.com.br/clik_01.html
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/pdf/tecnologia_assistiva.pdf
http://www.civiam.com.br/civiam/index.php/necessidadesespeciais/tecnologia-assistiva/big-trackball-mouse-estatico-de-esfera.html

 
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Publicado por em 08/09/2013 em Uncategorized